segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Soneto do Espelho

E como é discreta a vida em sua sublime transitoriedade,
O que é sombra para uns,
Seria a luz parar outros na profundidade do real significado do que é o amor,
Senão que seria o sol e as estrelas escondidas dentro do nosso próprio eu,
O espelho do meu inverso também está descoberto,
A nudez da minha alma vaga na infinita imensidão da trajetoria solar que em mim habita,
Sou a obtusa luz das estrelas que o teu dia encandeia,
Porém serei o sol que clareia a lua na noite que em ti permeia,
E se tudo é luz,
Há consequente energia si,
Como no teu olhar também,
Procuraria-o para se fundir ao meu nas mais longuiquas constelações do infinito universal,
E lá vagar em par por oscilações previamente concatenadas em suaves formas de ondulações cinéticas,
Para não nos perdermos no infinito do tempo,
Em busca do equiliírio universal existente,
Permitindo pela projeção equidistantes de nós mesmos ao olharmos para o céu infinitamente,
Projetariamos nosso olhar onde não há barreiras à transpor,
E sem sairmos dos nossos lugares,
Poderiamos estar também presentes na outra extremidade do universo,
Em mentes fundidas na eternidade,
Para sempre...

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